Katia Oray

Nascida para cantar, o caminho do folk-rock

Novo álbum, Feminino Karma

 

Ao som de uma voz delicadamente empostada, sua autora canta melodias boêmias, com letras cativantes e cheias de poesia. Kátia Oray tem uma sensibilidade à flor da pele que surfa através de sua voz com mondulações exuberantes acompanhadas ao som das imagens criadas por guitarras elétricas e violões acústicos.


Para Kátia, compor uma canção é um ato de carne, um ato inconsciente que vem de longe, provavelmente de sua infância, quando ela ouviu sua mãe, Mireille CANTA (Canta é o sobrenome de sua mãe), cantarolando ao pé de seu berço. É a expressão de uma sede furiosa pela liberdade, o discurso de uma mulher do século 21, amorosa, independente e, ao mesmo tempo, prisioneira de sua condição e de seus condicionamentos. Filha de seu tempo, criar para ela é um processo de alquimia que sintetiza seus opostos porque - para esta budista praticante, toda criação é, obviamente, um gozo, um “Nathanaelle”, personagem de romance de André Gide. Não por acaso Kátia compôs uma canção intitulada "Missa íntima" na qual ela mistura de forma muito explícita espiritualidade e erotismo, temas recorrentes em sua discografia.

 

Com ares de sonhadora sensual, Katia transgride alegremente convenções e conceitos estabelecidos. Admiradora de Hubert-Félix Thiéfaine - que lhe pediu há muito tempo para fazer a primeira parte de seu concerto em 2006 -, e de David Gilmour, Kátia gosta de criar atmosferas fora do comum e compor arranjos atípicos: fraseologias sonoras distorcidas de guitarras, nas quais tons e semi-tons se misturam à côros cruzados e violinos tensos...Em 2012, ela co-escreveu "Manifesto" com Claude Lemesle grande letrista da canção francêsa. Sente-se que suas canções brotam nela, pouco a pouco, e que em algum momento explodem impetuosamente de suas experiências, fulgurantemente como um relâmpago, quase caídas do céu. Teria ela outra escolha que escrevê-las? Compor para Katia é um modo de vida. É intríseco e imanente ao verdadeiro artista.

 

Trata-se de uma artista que se gosta de ver ao vivo na cena do teatro, com seu violão, a rodar com seus vestidos anos 70 para levar-nos aos mais longíquos países psicodélico: jazz, folk e rock.


Assim fazendo nos embala em associações sonoras livres que traduzem suas aspirações profundas em relação às quais permanece inabalavelmente engajada. Nas canções de Katia Oray (marcadas também por dois mestrados em direito), há mais que o sonho de um mundo melhor. Ela engajou sua alma, seu corpo, ser ser!

 

Discografia:    Feminino karma (LP), 2014

                       Genuine, (LP) 2012

                       Em alguns homens, (EP) 2003

 

 

                       

Passeios folk-elétricos

"Feminino Karma" é o ciclo de vida de uma mulher que ama apaixonadamente e aspira a um mundo melhor, dentro e fora de si mesma. Difícil de apartar o ego e o emocional para mais serenidade (Je renonce), ou a prática alquímica (Lalala), o novo opus de Kátia Oray é uma partitura do amor conduzida por guitarras crepitantes na qual o desejo é transformado em sabedoria e a feminilidade é um símbolo de força.

Pastora de voz sedutora, a cantora tece uma fina tela folk elétrica cintilhante entre ela e seu público. Seu timbre de voz singular nos convida a uma jornada ascensional através de palavras e harmonias musicais criteriosamente compostas. Por meio de uma mistura sutil de gêneros, Kátia Oray busca a chama que queima em cada uma e em cada um de nós, como na forma surpreendente da peça Water que buliçosamente provoca os ritmos hindus.

Da Rouge et les étoiles (Vermelho e as estrelas) - música psicodélica onde a artista questiona o universo -, para Laisse-toi aimer (Deixe-se ser amor), a sonoridade é um convite íntimo para o abandono! Kátia traça o caminho de uma mulher contemporânea em questionamentos, dividida entre seus desejos e sua espiritualidade (How), numa sociedade muitas vezes violenta, onde nem sempre é fácil encontrar seu lugar de ser humano (Life is love).

A felicidade se expressa em amizade que mima em Sorore, de gênero ambiente-folk da Mazzy Star ("Sorore, você me salvou, você recolou").


É com ternura que chegamos ao fim e com nostalgia num balanço à beira do mar. É bem normal para uma mulher que nasceu no sul da França e que mora em Paris.

Vamos balançar com ela, cabelos ao vento com Feminino Karma nos nossos ouvidos nômades.

 

À venda em www.katiaoray.com e em todas as plataformas de streaming.
 

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